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sábado, 2 de julho de 2011

Leitura

Você lê e sofre
Você lê e ri
Você lê e engasga
Você lê e tem arrepios
Você lê e sua vida vai se misturando no que está sendo lido.


(Caio F. Abreu)

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dica pra mim

A gente vai sempre dormir com aquela vontade de fazer diferente no outro dia, de arriscar e sair da rotina. Planos, desejos e sonhos adormecem junto com o nosso sono. Então, no outro dia, com a rotina e tantos problemas, esquecemos de tudo aquilo que prometemos para nós mesmos antes de dormir.

Arriscar não é uma tarefa fácil, requer coragem e confiança. Quer uma dica? As pequenas mudanças atraem as grandes. Pequenas atitudes, como um simples sorriso, podem mudar toda a sua vida.

Não deixe que o que acontece aqui fora estrague o que reluz aí dentro. As pessoas não precisam te entender. Você precisa.

Nós nunca descobriremos o que vem depois da escolha, se não tomarmos uma decisão. Por isso, entenda os seus medos, mas jamais deixe que eles sufoquem os seus sonhos. Siga o coelho. Não tenha medo de entrar nos lugares onde você acha que não cabe.  O mundo mágico da felicidade e do amor só existirão se você acreditar neles.

Escute sempre a Alice que existe dentro de você.






Do blog Depois dos quinze

sábado, 28 de maio de 2011

Desiludido com o século

Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento:
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Pense!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que importa

Acho que o mundo precisa de mais pessoas bailarina. As coisas andam feias demais. Falta gentileza, sobra pressa, rancor e cara feia. Fico impressionada com a quantidade de gente que mal dá bom dia. Pessoas que não olham nos olhos, esbarram em você na rua e nem pedem desculpa, tratam garçons e motoristas com ar superior, se sentem melhores que os outros. Na verdade, se achar o máximo é brega e ridículo.

Um sobrenome não é nada. Uma conta recheada não é nada. Um rosto e corpo bonitos são apenas um rosto e corpo bonitos. A gente envelhece. E ninguém é melhor por ser mais belo ou não. Muitas jóias espalhadas pelos pulsos, pescoço e orelhas também não querem dizer absolutamente nada

Longe de mim querer dar lição de moral. Só acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com as coisas de dentro. O que tá fora, meu amigo, é completamente perecível.
Do blog http://ichliebechic.blogspot.com

sábado, 21 de maio de 2011

Nós e Laços

"Crie laços com as pessoas que te fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem, aquelas que apertam, machucam, que foram significativas na sua vida mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser. 

Nó aperta, laço enfeita...simples assim."


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quando a minha mente está calma

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber.

Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranqüila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. Que há um contentamento perene no nosso coração. Um espaço de alimento amoroso. Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.

Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo. Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. Nada a esperar. Nada a buscar. Nenhum lugar onde ir. Eu me sinto sentada sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. O meu coração é pleno, nenhuma fome.

Plenitude não é extensão nem permanência: é quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.

(Texto de Ana Jácomo – Blog Deusas e Fadas)

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Jet & eu | Maverick´s – CA | Foto: Zhaka

sábado, 14 de maio de 2011

Aprendi

"Com o tempo... Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja...

Com o tempo... Você se dará conta de que se você está ao lado de uma pessoa só para não ficar sozinho(a), com certeza uma hora vai desejar não voltar a vê-la..

Com o tempo... Você se dará conta de que ter amigos vale mais do que qualquer montante em dinheiro...
...E entenderá que os verdadeiros amigos se contam nos dedos

Com o tempo... Você aprende que palavras ditas num momento de raiva podem continuar magoando uma pessoa durante toda a vida...

Com o tempo... Você aprende que desculpar todos o fazem, mas perdoar, somente as almas grandes conseguem...

Com o tempo... Você compreende que se você feriu muito alguém, provavelmente esta pessoa jamais verá você com os mesmos olhos...

Com o tempo... Você se dá conta de que cada experiência vivida com cada pessoa é insubstituível e única...

Com o tempo... Você se dá conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano, mais cedo ou mais tarde sofrerá as mesmas humilhações e desprezos, só que multiplicados...

Com o tempo... Você aprende a construir todos os seus caminhos hoje, porque o terreno do amanhã é demasiado incerto para fazer planos...

Com o tempo... Você compreende que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam, fará com que no final não sejam como você esperava...

Com o tempo... Você se dará conta de que, na realidade, o melhor não era o futuro, mas sim o momento que estava vivendo naquele instante...

Por isso, recorde sempre estas palavras: O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde, exatamente quando já não há tempo.”

(Autor desconhecido)
 
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Jet e um casal de velhinhos "sábios" - Carmel / Califórnia

segunda-feira, 2 de maio de 2011

As dores do mundo

Quando eu vejo uma pessoa que respira moda defender o uso das peles como desculpa pra usar, pois acha bonito e chique, dizendo que temos que nos preocupar com crianças e não com animais (como disse Carlos Miele e Ana Clara Garmêndia aqui), eu me pergunto: o que essas pessoas acrescentam ao mundo (fora a moda), senão um discurso fútil e vazio?

Sim, o mundo é cheio de problemas de todos os portes. E argumentar que se pode fazer uma “coisa ruim” em detrimento de outra pior, realmente não é plausível.

“Torturamos e assassinamos animais por luxo, pois existe o trabalho escravo infantil, que é muito pior” ou “torturamos e matamos animais para dar empregos às famílias”, como se empresas fossem ONGs boazinhas e como se não existisse outra forma de obter lucro e beleza nas peças.

E ontem eu ouvi de uma pessoa que conhece o mercado de carne bovina, e já visitou abatedouros legais, que muitos bois são sim escapelados vivos, que os “animais humanos” não perdem tempo esperando eles morrerem (por tiro, sangria ou choque) para começar a tirar o couro. E aí? Sua bolsa não lhe lembra um animal sofrendo? Será que você não está segurando um cadáver que há pouco foi torturado?

E as lagostas, que são cozidas em água borbulhante ainda vivas? E o patê de foie gras, chiquérrimo, que é o cancêr de fígado do ganso induzido por entupimento de comida? É gostoso comer uma doença?

E se eu falar de humanos, seria mais sensível da minha parte? E o bebê de dias abandonado numa caixa na rua, na chuva? Toca mais?

Cadê os sentimentos das pessoas? Será que só temos o auto-sentimento e no meu mundinho cor-de-rosa isso não entra? Será que nunca vamos nos colocar no lugar de outro ser vivo e pensar no que ele está sentindo? Será que somos tão egoístas assim, ou somos burros?

Queria absorver menos e ignorar mais (ser ignorante) várias coisas que vi e aprendi. Mas como é impossível "ligar" o I don´t care (pra não dizer um palavrão)!

Não sou politicamente correta, nem ecochata, muito menos perfeita em tudo que faço e consumo e em minhas atitudes. Meu problema é sentir o mundo demais. Como se eu pudesse fazer muito por ele…

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sábado, 30 de abril de 2011

Eu sei, mas não devia

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


(Marina Colasanti)

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Fotografia de Vitor Müller

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Filtro

"Pense sobre isso da seguinte forma: todos nós temos um filtro mental. Ele define como iremos reagir a cada estímulo. Esse filtro é uma forma característica de como vemos o mundo. Ele nos diz a qual estímulo reagir e qual ignorar. Qual tipo de comportamento odiar e qual amar. É esse filtro que cria motivação em nós. Ele define como pensamos e nos força a ter certas atitudes. Ele é único. Ele controla e filtra tudo o que acontece a nossa volta, e cria um mundo que é só nosso. É esse filtro que faz com a pessoa ao nosso lado, mesmo diante da mesma situação, aja de maneira completamente diferente da nossa, ou de qualquer outra pessoa. Quando julgamos alguém, avaliamos seu comportamento ou suas atitudes, usamos esse filtro. Também usamos o mesmo processo para julgar a nós mesmos. Esse processo não é racional, lógico ou consciente. Ele não se manifesta de vez em quando. Ele está funcionando neste exato momento, na medida em que você está lendo essas palavras. A maneira como você interpreta o que está lendo é sua. Esse filtro define quem você realmente é. Ele é composto por seu caráter, valores, princípios e convicções. Conhecer a si mesmo é ter consciência de qual é o filtro que usamos pra filtrar o mundo, e ter controle absoluto sobre esse filtro.”

Do livro “O Óbvio que Ignoramos”, de Jacob Pétry

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sábado, 9 de abril de 2011

Andei pensando sobre isso

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, fofoca, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade,
humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:

- "Aquele que você alimenta!"


(Autor desconhecido)


oooooops, foto do lobo errada... 


:)


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Com o tempo aprendi

Com o tempo aprendi que não se pode ser feliz o tempo todo. Mas há quem seja triste todo tempo.

Com o tempo aprendi que a felicidade está nas pequenas coisas.
Num final de tarde com meus cães na praia.

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Em um almoço improvisado de domingo, sem hora, sem pressa.
Aprendi que se é muito mais feliz quando se é mais leve. Quando não se leva tudo à sério. Não se procura pêlos em ovo.

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Que posso ser muito feliz em outro país, em alguma viagem, mas que o mais importa são as pessoas e não os lugares.

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Quando se trabalha no que se gosta e no que se tem talento, dom. Quando as idéias surgem naturalmente e você consegue transformar isso em dinheiro.
Aprendi que dinheiro não é o produto final do que se faz todos os dias. Senão os dias seriam tristes e você viveria de finais de semana. Ou nem isso.
Aprendi que eu não posso mudar o mundo sozinha, mas posso fazer um pouco ao meu redor. Posso ensinar tudo que aprendi.

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Aprendi a nunca parar de planejar e sonhar. Buscar também me faz feliz.
Que o pôr do sol está aí pra todos. O nascer também. Quem para pra ver?

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Aprendi a parar de me julgar tanto. E aos outros. Cada um tem suas razões de ser como é.
Aprendi que posso ter momentos de futilidade que me trazem felicidade.

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Que fico triste, que dói, que sinto saudades, desespero. Mas que isso tudo também passa. O Sr.Tempo cuida de tudo.
Aprendi a encontrar felicidade em cada cantinho da minha vida, e não esperando um momento especial acontecer. Não quero ser feliz por apenas algumas horas ou dia e sacrificar semanas, meses e anos pra isso.
Mas essa sou eu.

As flores estão no caminho…

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Do bom e do melhor

Texto de Leila Ferreira 
Jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte

"DO BOM E DO MELHOR"
(Leila Ferreira)

Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

O bom, não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor". Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva me acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. 

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? 

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? 

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? 

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"? 

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?


Foto torta, mas feliz
Hawaii - Oahu '05

domingo, 20 de março de 2011

Campanha da Vida

… Cada um cuida da sua. Que tal?

Sim, é difícil isso. A gente nasce cuidando da vida dos outros. Julgando os outros. Mas isso não te dá o direito de apontar essa pessoa e dizer se ela tá certa ou errada.

Ok, se ela tá cometendo um crime, se ela tá fazendo algum mal ou casos particulares do mesmo sentido.

Explico melhor: escolhi minha vida, pra ser do jeitinho que ela é. Nem mais, nem menos. Eu pude fazer isso e é uma benção. Nem todos podem. Sim, essa vida tem coisas boas e ruins, como qualquer outra. Mas como é difícil as pessoas aceitarem…

Tenho seis animais de estimação que amo muito. Eu escolhi isso e as pessoas julgam esse amor. Não entendem e julgam. Não sentem o mesmo, então julgam. Zoam. Que mal estou fazendo ao mundo ou a elas?

Tenho cães com problemas e faço tudo que é preciso pra eles ficarem bem (guarda responsável, conhece?) e sou criticada por gastar meu dinheiro com isso. O dinheiro que eu batalho pra ganhar honestamente. Certamente se investisse em um carro ou em roupas novas, seria até elogiada e admirada.

Não como carne e riem de mim. Me explica? Ah, desculpe, você que é perfeito, eu não. Ah, você fecha a torneira pra não gastar água enquanto escova os dentes. Super consciente. Que tal saber o quanto gasta de água pra cada grama de carne vermelha?

Acordo tarde sempre. Durmo tarde sempre. Escolhi assim pois meu corpo pede isso e o respeitei, me sinto ótima assim. Durmo o mesmo tempo que quase todo mundo, mas sou preguiçosa aos olhos dos julgadores.

Não sou fanática por limpeza. Sim, preciso limpar mais por conta dos cães. Lavo louça, roupa, varro, limpo o chão, mas não sou neura. Eu, particularmente, acho que não vale a pena gastar meu tempo de vida nisso. Tento manter, mas não deixar impecável, pra no outro dia repetir tudo denovo. Pra mim não faz sentido. Se pra você faz, okay.

Zombar do que é diferente de você é querer se auto-afirmar a todo custo, procurando a aprovação do seu semelhante. É tão difícil aceitar que tem pessoas que não seguem o “modo padrão” de way of life? Será que o “errado” não é você? Será que por dentro, eu não estou rindo da sua ignorância? Sim, eu julgo. Eu observo o ser humano e julgo. Mas eu sou educada o suficiente pra não apontar o dedo pra você.


apontar dedo

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Trecho da música que amo muito No Such Thing, de John Mayer

sábado, 19 de março de 2011

Vida Real x Vida Virtual – Parte II

- Então, você tem loja?

- Tenho sim. Virtual.

- Ah, tá. Então não é loja, loja…

- É sim, mas é virtual.

- Não, quero dizer, não é loja real. Na verdade, então, ela não existe…

- Existe sim. Vê lá! É no mundo virtual.

- Mundo virtual? Mundo só existe um!

- Não. Agora tem dois. Tem o virtual também.

- Ah, mas ele não existe. Não dá pra pegar, entende?

- Você acredita em Deus?

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Não gosto de cobrança

"Não gosto que me peçam para ser boa, não me peçam nada, mesmo aquilo que eu posso dar. As relações de dependência me assustam. Não precisem de mim com hora marcada e por um motivo concreto, precisem de mim a todo instante, a qualquer hora, sei ouvir o chamado silencioso da amizade verdadeira, do amor que não cobra, estarei lá sem que me vejam, sem que me percebam, sem que me avaliem."

Martha Medeiros


Hawaii '06
Foto: Vitor Müller


sábado, 12 de março de 2011

Vida Real x Vida Virtual

Sempre fico pensativa quando as pessoas falam algo do gênero:

- Ah, mas isso é vida virtual, vá viver a vida real.

Ou

- Mas isso é assim na internet, na vida de verdade não é.

Vejamos. Eu, particularmente, tenho meu trabalho na internet. Catálogo, vendas, transações bancárias, burocracia, contato com cliente, fornecedores, etc. Nesse caso, fujo do "ao vivo": o que posso resolver sem sair de casa, pela internet, maravilha!

Também particularmente, tenho uma vida social virtual bem agitada (alô, rede sociais!). Conheci muitos amigos, uns preciosos, outros nem tanto. Quando digo conheci, tem gente que nunca vi ao vivo, mas conheço muito mais do que muita gente "de verdade" (né, Rossana). Na época do mIRC, conversava muito com meu marido-to-be. E tenho certeza que esse programinha nos aproximou tanto, que hoje estamos juntos.

Trabalho sozinha de humanos (com meu 6 peludos) e essa telona me aproxima das pessoas. Fico com o MSN disponível o dia todo pra falar com o marido e clientes, no Twitter com as amigas blogueiras e denovo com algumas clientes, no email atentendo mais clientes e fornecedores, no Orkut, vendendo muito por lá e, futuramente, com a loja virtual pronta. Ou seja, não me sinto sozinha nunca. Tá certo que tenho alma de ermitão, que gosto de ficar sozinha, trabalhando de pijama, de pés descalços. Mas não me sinto sozinha mesmo.

Então, resumindo, no meu caso: meu ganha pão vem do que chamam de vida virtual, minhas amigas interagem comigo por redes sociais (e posso dizer que dou gargalhadas), falo com marido e família por aqui também o dia todo, compartilho minha vida como fazia antigamente, levando um álbum de fotografia pra mostrar a viagem, trabalho em uma ONG de animais praticamente só pela internet hoje em dia (e conseguindo linkar várias adoções dessa maneira), etc, etc. Sim, eu tenho "vida real" também. Essas mesmas amigas vão no shopping daqui a pouco comigo. Esse mesmo marido vem pra casa sim, no final do dia. E milhões de etc.

Então eu lhe pergunto: hoje em dia existe essa separação entre vida real e virtual? Uma tela modifica a nossa relação com as pessoas? Pode até ser. Mas será que não nos aproxima mais, ao invés do contrário?

Tá bom, se você é um avatar num joguinho, faz um personagem num blog, é um bonequinho no SimCity, se faz de bonzinho pra enganar uma solteira encalhada, faz sentido.

Mas pra mim, não existe.