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sábado, 14 de maio de 2011

Aprendi

"Com o tempo... Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja...

Com o tempo... Você se dará conta de que se você está ao lado de uma pessoa só para não ficar sozinho(a), com certeza uma hora vai desejar não voltar a vê-la..

Com o tempo... Você se dará conta de que ter amigos vale mais do que qualquer montante em dinheiro...
...E entenderá que os verdadeiros amigos se contam nos dedos

Com o tempo... Você aprende que palavras ditas num momento de raiva podem continuar magoando uma pessoa durante toda a vida...

Com o tempo... Você aprende que desculpar todos o fazem, mas perdoar, somente as almas grandes conseguem...

Com o tempo... Você compreende que se você feriu muito alguém, provavelmente esta pessoa jamais verá você com os mesmos olhos...

Com o tempo... Você se dá conta de que cada experiência vivida com cada pessoa é insubstituível e única...

Com o tempo... Você se dá conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano, mais cedo ou mais tarde sofrerá as mesmas humilhações e desprezos, só que multiplicados...

Com o tempo... Você aprende a construir todos os seus caminhos hoje, porque o terreno do amanhã é demasiado incerto para fazer planos...

Com o tempo... Você compreende que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam, fará com que no final não sejam como você esperava...

Com o tempo... Você se dará conta de que, na realidade, o melhor não era o futuro, mas sim o momento que estava vivendo naquele instante...

Por isso, recorde sempre estas palavras: O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde, exatamente quando já não há tempo.”

(Autor desconhecido)
 
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Jet e um casal de velhinhos "sábios" - Carmel / Califórnia

domingo, 17 de abril de 2011

Playlist - The Swell Season

Pra quem me conhece bem, sabe que quando eu gosto de uma música, EU GOSTO. E se música gastasse, eu teria várias que não funcionariam mais. Desde o Kid Abelha da adolescência, passando por Los Hermanos, Jack Johnson e John Mayer, até hoje, chegando em Maria Rita e The Swell Season. Não, não entendo NADA de música. Não sei tocar nem coquinho, como tentava na aula de música do colégio. Até pra bater palma eu erro. Mas eu SINTO música demais, demais. Músicas me remetem a lugares, a pessoas e a sentimentos profundos.

Falo então deste último vício. Meu irmão, Fábio, que é muito mais viciado em música que qualquer ser que conheço na face da terra, e que me apresenta pra vários cantores/bandas que eu nunca ouvi na vida, me indicou ver o filme “Once” (Apenas uma vez). Me apaixonei tanto pela trilha, quanto pela película. É um filme peculiar, irlandês, de 2007, rodado em Dublin e estrelado pelos músicos Glen Hansard e Markéta Irglová. Apesar de ser um filme com orçamento baixo e independente, o filme foi sucesso de bilheteria nos EUA e a música “Falling Slowly” ganhou o Oscar 2008 na sua categoria e foi indicada para o Grammy. O filme mostra a vida simples (assim como a nossa) de dois músicos muito talentosos, mas que (assim como a gente) tinham que trabalhar em outros empregos para sobreviver, enquanto iam em busca de seus sonhos. Filme leve, sobre a vida real, sobre música.

E ontem teve o festival Coachella, na Califórnia, que transmitiu o show do The Swell Season ao vivo pelo youtube e eu vi tudinho, amando!

“Falling Slowly” no repeat


sábado, 19 de março de 2011

Vida Real x Vida Virtual – Parte II

- Então, você tem loja?

- Tenho sim. Virtual.

- Ah, tá. Então não é loja, loja…

- É sim, mas é virtual.

- Não, quero dizer, não é loja real. Na verdade, então, ela não existe…

- Existe sim. Vê lá! É no mundo virtual.

- Mundo virtual? Mundo só existe um!

- Não. Agora tem dois. Tem o virtual também.

- Ah, mas ele não existe. Não dá pra pegar, entende?

- Você acredita em Deus?

duvida

sábado, 12 de março de 2011

Vida Real x Vida Virtual

Sempre fico pensativa quando as pessoas falam algo do gênero:

- Ah, mas isso é vida virtual, vá viver a vida real.

Ou

- Mas isso é assim na internet, na vida de verdade não é.

Vejamos. Eu, particularmente, tenho meu trabalho na internet. Catálogo, vendas, transações bancárias, burocracia, contato com cliente, fornecedores, etc. Nesse caso, fujo do "ao vivo": o que posso resolver sem sair de casa, pela internet, maravilha!

Também particularmente, tenho uma vida social virtual bem agitada (alô, rede sociais!). Conheci muitos amigos, uns preciosos, outros nem tanto. Quando digo conheci, tem gente que nunca vi ao vivo, mas conheço muito mais do que muita gente "de verdade" (né, Rossana). Na época do mIRC, conversava muito com meu marido-to-be. E tenho certeza que esse programinha nos aproximou tanto, que hoje estamos juntos.

Trabalho sozinha de humanos (com meu 6 peludos) e essa telona me aproxima das pessoas. Fico com o MSN disponível o dia todo pra falar com o marido e clientes, no Twitter com as amigas blogueiras e denovo com algumas clientes, no email atentendo mais clientes e fornecedores, no Orkut, vendendo muito por lá e, futuramente, com a loja virtual pronta. Ou seja, não me sinto sozinha nunca. Tá certo que tenho alma de ermitão, que gosto de ficar sozinha, trabalhando de pijama, de pés descalços. Mas não me sinto sozinha mesmo.

Então, resumindo, no meu caso: meu ganha pão vem do que chamam de vida virtual, minhas amigas interagem comigo por redes sociais (e posso dizer que dou gargalhadas), falo com marido e família por aqui também o dia todo, compartilho minha vida como fazia antigamente, levando um álbum de fotografia pra mostrar a viagem, trabalho em uma ONG de animais praticamente só pela internet hoje em dia (e conseguindo linkar várias adoções dessa maneira), etc, etc. Sim, eu tenho "vida real" também. Essas mesmas amigas vão no shopping daqui a pouco comigo. Esse mesmo marido vem pra casa sim, no final do dia. E milhões de etc.

Então eu lhe pergunto: hoje em dia existe essa separação entre vida real e virtual? Uma tela modifica a nossa relação com as pessoas? Pode até ser. Mas será que não nos aproxima mais, ao invés do contrário?

Tá bom, se você é um avatar num joguinho, faz um personagem num blog, é um bonequinho no SimCity, se faz de bonzinho pra enganar uma solteira encalhada, faz sentido.

Mas pra mim, não existe.