Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Com o tempo aprendi

Com o tempo aprendi que não se pode ser feliz o tempo todo. Mas há quem seja triste todo tempo.

Com o tempo aprendi que a felicidade está nas pequenas coisas.
Num final de tarde com meus cães na praia.

IMG_0827

Em um almoço improvisado de domingo, sem hora, sem pressa.
Aprendi que se é muito mais feliz quando se é mais leve. Quando não se leva tudo à sério. Não se procura pêlos em ovo.

IMG_2753

Que posso ser muito feliz em outro país, em alguma viagem, mas que o mais importa são as pessoas e não os lugares.

DSC00896

Quando se trabalha no que se gosta e no que se tem talento, dom. Quando as idéias surgem naturalmente e você consegue transformar isso em dinheiro.
Aprendi que dinheiro não é o produto final do que se faz todos os dias. Senão os dias seriam tristes e você viveria de finais de semana. Ou nem isso.
Aprendi que eu não posso mudar o mundo sozinha, mas posso fazer um pouco ao meu redor. Posso ensinar tudo que aprendi.

DSC09108

Aprendi a nunca parar de planejar e sonhar. Buscar também me faz feliz.
Que o pôr do sol está aí pra todos. O nascer também. Quem para pra ver?

IMG_3226

Aprendi a parar de me julgar tanto. E aos outros. Cada um tem suas razões de ser como é.
Aprendi que posso ter momentos de futilidade que me trazem felicidade.

IMG_2776

Que fico triste, que dói, que sinto saudades, desespero. Mas que isso tudo também passa. O Sr.Tempo cuida de tudo.
Aprendi a encontrar felicidade em cada cantinho da minha vida, e não esperando um momento especial acontecer. Não quero ser feliz por apenas algumas horas ou dia e sacrificar semanas, meses e anos pra isso.
Mas essa sou eu.

As flores estão no caminho…

IMG_4752

segunda-feira, 21 de março de 2011

Do bom e do melhor

Texto de Leila Ferreira 
Jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte

"DO BOM E DO MELHOR"
(Leila Ferreira)

Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

O bom, não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor". Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva me acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. 

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? 

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? 

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? 

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"? 

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?


Foto torta, mas feliz
Hawaii - Oahu '05