domingo, 20 de março de 2011

Campanha da Vida

… Cada um cuida da sua. Que tal?

Sim, é difícil isso. A gente nasce cuidando da vida dos outros. Julgando os outros. Mas isso não te dá o direito de apontar essa pessoa e dizer se ela tá certa ou errada.

Ok, se ela tá cometendo um crime, se ela tá fazendo algum mal ou casos particulares do mesmo sentido.

Explico melhor: escolhi minha vida, pra ser do jeitinho que ela é. Nem mais, nem menos. Eu pude fazer isso e é uma benção. Nem todos podem. Sim, essa vida tem coisas boas e ruins, como qualquer outra. Mas como é difícil as pessoas aceitarem…

Tenho seis animais de estimação que amo muito. Eu escolhi isso e as pessoas julgam esse amor. Não entendem e julgam. Não sentem o mesmo, então julgam. Zoam. Que mal estou fazendo ao mundo ou a elas?

Tenho cães com problemas e faço tudo que é preciso pra eles ficarem bem (guarda responsável, conhece?) e sou criticada por gastar meu dinheiro com isso. O dinheiro que eu batalho pra ganhar honestamente. Certamente se investisse em um carro ou em roupas novas, seria até elogiada e admirada.

Não como carne e riem de mim. Me explica? Ah, desculpe, você que é perfeito, eu não. Ah, você fecha a torneira pra não gastar água enquanto escova os dentes. Super consciente. Que tal saber o quanto gasta de água pra cada grama de carne vermelha?

Acordo tarde sempre. Durmo tarde sempre. Escolhi assim pois meu corpo pede isso e o respeitei, me sinto ótima assim. Durmo o mesmo tempo que quase todo mundo, mas sou preguiçosa aos olhos dos julgadores.

Não sou fanática por limpeza. Sim, preciso limpar mais por conta dos cães. Lavo louça, roupa, varro, limpo o chão, mas não sou neura. Eu, particularmente, acho que não vale a pena gastar meu tempo de vida nisso. Tento manter, mas não deixar impecável, pra no outro dia repetir tudo denovo. Pra mim não faz sentido. Se pra você faz, okay.

Zombar do que é diferente de você é querer se auto-afirmar a todo custo, procurando a aprovação do seu semelhante. É tão difícil aceitar que tem pessoas que não seguem o “modo padrão” de way of life? Será que o “errado” não é você? Será que por dentro, eu não estou rindo da sua ignorância? Sim, eu julgo. Eu observo o ser humano e julgo. Mas eu sou educada o suficiente pra não apontar o dedo pra você.


apontar dedo

john
Trecho da música que amo muito No Such Thing, de John Mayer

7 comentários:

hellen disse...

Mari o mundo só interessante porque não somos iguais, ótima reflexão, bjs!!!

KIKA RIBEIRO disse...

As pessoas acham que sabem resolver a vida alheia, e nem se preocupam em saber se queremos, ou se o que pra elas é ruim nos dá prazer.
Infelizmente!

Beijos
Adorei seu desabafo.

Hiana disse...

Acho que a questão não é achar um culpado, um certo, um errado!.. Isso é relevante!
O interessante é levantar essas questões e aceitar as diferenças, abrir a mente para opiniões diversas. A questão da carne, é mesmo um assunto muito delicado, uns não comem pq não gostam, outros não comem por questões ideológicas... Esse é um papo mto ambíguo e se pararmos pra pensar, uma abóbora tem muito mais vida do que uma vaca, sim pq a abóbora tbm tem sangue, veias, células nervosas - por tanto sentem dor - inclusive berram, gritam ao ser apanhadas para consumo, mas claro, nossos ouvidos não são preparados pra isso, então é mto mais fácil colhermos a abóbora, afinal não a escutamos e seu sangue não é vermelho. Sem contar as centenas de sementes ou ''embriões'' que deixam de reproduzir. Claro que a abóbora é apenas um exemplo, há diversos outros vegetais, frutos, sementes que poderiam ser citados...
A uma semana tive aula com o Dimas, professor de biologia (Talvez voce conheça) que provou diante dos meus olhos o pq uma abóbora tem muito mais vida do que uma vaca, é impressionante! Enfim... questões biológicas complexas e até chatinhas. Mas o que eu quero é deixar claro a importância de ver e estudar todos os lados da questão. Assim como as vacas bebem muita agua, as plantações de milho, algodão, soja entre outros tbm consomem, e não é pouco, são bilhões de litros!Além disso a agricultura consome também bilhões de litros de água desde o plantio até a irrigação. Respeito os vegetarianos e toda a força que demonstram em defender seu ideal, mas não consigo mais engolir discursos batidos e defasados por não conhecerem os dois lados da moeda. Me refiro à pessoas vegetarianas nas quais me relacionei, e não entendo o ar de superioridade pelo simples fato de não matar uma vaca, e matar vários outros seres vivos.
Não é uma questão de certo ou errado, é uma questão de escolha!
Essa é minha opinião,de forma tranquila, falei como se estivesse em um debate hahahaha
Acho saudável e digno! :)

Beijos

Ms. Siebert disse...

Senciência.

Bárbara Feuer disse...

Já vou adiantar que fiz essa resposta resumida e rapidamente, e se obtiver resposta, provavalemente não vou comentar de novo, pq com 9 anos de vegetarianismo e 5 de ativismo, não tenho mais saco de ficar ouvindo sempre as mesmas coisas e discutindo sobre.

Aí vai:

1) pesquisa melhor biologia, pq apesar de alguns biólogos falarem q bactérias sentem dor, plantas, etc, a teoria já foi contra-provada diversas vezes.

2) a soja é destinada em sua inteira proporção à ração dos bois, que vao para o consumo. a quantia consumida pelo humano diretamente é insignificativa. a água em questão não era para matar a sede dos bois (?), mas sim para a plantação da soja.

3) há uma confusao no que você falou. você acha ruim a postura de superioridade dos vegetarianos (o que é verdade, em alguns casos), mas coloca o 'discurso' em pauta. o discurso não apresenta erros necessariamente pela arrogância apresentada por quem está demonstrando. falta de originalidade ficou clara no que você falou. o que você vê no outro, o reflexo de você mesma.

Felipe Siebert disse...

Marcinho diria: ô mariana heim!

Tati disse...

Hiana: gostaria de me referir ao seu comentário, o que a querida Bárbara também já fez. Bom, eu poderia discorrer linhas e linhas sobre um conceito CIENTÍFICO: senciência. Ou fazer uma ampla análise psicológica do porquê, entre tantas coisas que a Mari excreveu num excelente texto que fala justamente sobre RESPEITAR as diferenças, vc teve um grande apego ao fato de ela não ingerir carne. Mas também não é o meu objetivo. Ou sobre as questões ECOLÒGICAS permeadas no vegetarianismo, mas acho que não caberia no momento... Gostaria de falar sobre algo que você pode levar consigo para o resto de sua vida: bom senso e rigor científico. Toda “verdade” científica para vir à tona, obedece um certo rigor. Esse rigor você deveria ter, ao repassar informações sobre assuntos que claramente você desconhece. Certo, vc poderia argumentar: mas meu professor disse, ele estudou e tal... em Medicina, temos uma escala de força de níveis em evidência científica. O menor nível, que não embasa a conduta de um médico, é a opinião do especialista. Ninguém toma conduta baseada nisso. E assim deveria ser vc. Mesmo que seu professor seja “especialista” em botânica e tenha dito isso, a opinião dele não vale NADA do ponto de vista científico. Que tal procurar artigos CIENTÍFICOS indexados em periódicos respeitados sobre o assunto? Aí você descobrirá o absurdo da informação que vc repassou (se não fui clara, refiro-me “às abóboras”). Aliás, vc não poderia ter escolhido tão bem outro vegetal para ilustrar enorme bobagem. Nunca ouvi “abobrinha” tão grande.
Cuidado. Isso é um alerta. Pra não correr o risco de você comentar novamente esse assunto entre pessoas DE BOM SENSO (não disse entre vegetarianos, veja bem!) e ouvir em resposta: ah, se seu cachorro está estragando seu jardim, faça-o ensopadinho no almoço... e por favor... SEM batatas!