Sim, é difícil isso. A gente nasce cuidando da vida dos outros. Julgando os outros. Mas isso não te dá o direito de apontar essa pessoa e dizer se ela tá certa ou errada.
Ok, se ela tá cometendo um crime, se ela tá fazendo algum mal ou casos particulares do mesmo sentido.
Explico melhor: escolhi minha vida, pra ser do jeitinho que ela é. Nem mais, nem menos. Eu pude fazer isso e é uma benção. Nem todos podem. Sim, essa vida tem coisas boas e ruins, como qualquer outra. Mas como é difícil as pessoas aceitarem…
Tenho seis animais de estimação que amo muito. Eu escolhi isso e as pessoas julgam esse amor. Não entendem e julgam. Não sentem o mesmo, então julgam. Zoam. Que mal estou fazendo ao mundo ou a elas?
Tenho cães com problemas e faço tudo que é preciso pra eles ficarem bem (guarda responsável, conhece?) e sou criticada por gastar meu dinheiro com isso. O dinheiro que eu batalho pra ganhar honestamente. Certamente se investisse em um carro ou em roupas novas, seria até elogiada e admirada.
Não como carne e riem de mim. Me explica? Ah, desculpe, você que é perfeito, eu não. Ah, você fecha a torneira pra não gastar água enquanto escova os dentes. Super consciente. Que tal saber o quanto gasta de água pra cada grama de carne vermelha?
Acordo tarde sempre. Durmo tarde sempre. Escolhi assim pois meu corpo pede isso e o respeitei, me sinto ótima assim. Durmo o mesmo tempo que quase todo mundo, mas sou preguiçosa aos olhos dos julgadores.
Não sou fanática por limpeza. Sim, preciso limpar mais por conta dos cães. Lavo louça, roupa, varro, limpo o chão, mas não sou neura. Eu, particularmente, acho que não vale a pena gastar meu tempo de vida nisso. Tento manter, mas não deixar impecável, pra no outro dia repetir tudo denovo. Pra mim não faz sentido. Se pra você faz, okay.
Zombar do que é diferente de você é querer se auto-afirmar a todo custo, procurando a aprovação do seu semelhante. É tão difícil aceitar que tem pessoas que não seguem o “modo padrão” de way of life? Será que o “errado” não é você? Será que por dentro, eu não estou rindo da sua ignorância? Sim, eu julgo. Eu observo o ser humano e julgo. Mas eu sou educada o suficiente pra não apontar o dedo pra você.
Trecho da música que amo muito No Such Thing, de John Mayer