segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quando a minha mente está calma

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber.

Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranqüila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.

Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. Que há um contentamento perene no nosso coração. Um espaço de alimento amoroso. Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.

Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo. Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. Nada a esperar. Nada a buscar. Nenhum lugar onde ir. Eu me sinto sentada sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. O meu coração é pleno, nenhuma fome.

Plenitude não é extensão nem permanência: é quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.

(Texto de Ana Jácomo – Blog Deusas e Fadas)

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Jet & eu | Maverick´s – CA | Foto: Zhaka

Almofadas de vestido









Lá do http://achadosdedecoracao.blogspot.com

sábado, 14 de maio de 2011

Aprendi

"Com o tempo... Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja...

Com o tempo... Você se dará conta de que se você está ao lado de uma pessoa só para não ficar sozinho(a), com certeza uma hora vai desejar não voltar a vê-la..

Com o tempo... Você se dará conta de que ter amigos vale mais do que qualquer montante em dinheiro...
...E entenderá que os verdadeiros amigos se contam nos dedos

Com o tempo... Você aprende que palavras ditas num momento de raiva podem continuar magoando uma pessoa durante toda a vida...

Com o tempo... Você aprende que desculpar todos o fazem, mas perdoar, somente as almas grandes conseguem...

Com o tempo... Você compreende que se você feriu muito alguém, provavelmente esta pessoa jamais verá você com os mesmos olhos...

Com o tempo... Você se dá conta de que cada experiência vivida com cada pessoa é insubstituível e única...

Com o tempo... Você se dá conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano, mais cedo ou mais tarde sofrerá as mesmas humilhações e desprezos, só que multiplicados...

Com o tempo... Você aprende a construir todos os seus caminhos hoje, porque o terreno do amanhã é demasiado incerto para fazer planos...

Com o tempo... Você compreende que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam, fará com que no final não sejam como você esperava...

Com o tempo... Você se dará conta de que, na realidade, o melhor não era o futuro, mas sim o momento que estava vivendo naquele instante...

Por isso, recorde sempre estas palavras: O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde, exatamente quando já não há tempo.”

(Autor desconhecido)
 
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Jet e um casal de velhinhos "sábios" - Carmel / Califórnia

segunda-feira, 2 de maio de 2011

As dores do mundo

Quando eu vejo uma pessoa que respira moda defender o uso das peles como desculpa pra usar, pois acha bonito e chique, dizendo que temos que nos preocupar com crianças e não com animais (como disse Carlos Miele e Ana Clara Garmêndia aqui), eu me pergunto: o que essas pessoas acrescentam ao mundo (fora a moda), senão um discurso fútil e vazio?

Sim, o mundo é cheio de problemas de todos os portes. E argumentar que se pode fazer uma “coisa ruim” em detrimento de outra pior, realmente não é plausível.

“Torturamos e assassinamos animais por luxo, pois existe o trabalho escravo infantil, que é muito pior” ou “torturamos e matamos animais para dar empregos às famílias”, como se empresas fossem ONGs boazinhas e como se não existisse outra forma de obter lucro e beleza nas peças.

E ontem eu ouvi de uma pessoa que conhece o mercado de carne bovina, e já visitou abatedouros legais, que muitos bois são sim escapelados vivos, que os “animais humanos” não perdem tempo esperando eles morrerem (por tiro, sangria ou choque) para começar a tirar o couro. E aí? Sua bolsa não lhe lembra um animal sofrendo? Será que você não está segurando um cadáver que há pouco foi torturado?

E as lagostas, que são cozidas em água borbulhante ainda vivas? E o patê de foie gras, chiquérrimo, que é o cancêr de fígado do ganso induzido por entupimento de comida? É gostoso comer uma doença?

E se eu falar de humanos, seria mais sensível da minha parte? E o bebê de dias abandonado numa caixa na rua, na chuva? Toca mais?

Cadê os sentimentos das pessoas? Será que só temos o auto-sentimento e no meu mundinho cor-de-rosa isso não entra? Será que nunca vamos nos colocar no lugar de outro ser vivo e pensar no que ele está sentindo? Será que somos tão egoístas assim, ou somos burros?

Queria absorver menos e ignorar mais (ser ignorante) várias coisas que vi e aprendi. Mas como é impossível "ligar" o I don´t care (pra não dizer um palavrão)!

Não sou politicamente correta, nem ecochata, muito menos perfeita em tudo que faço e consumo e em minhas atitudes. Meu problema é sentir o mundo demais. Como se eu pudesse fazer muito por ele…

sra